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Projetos Complementares: O Que São e Quando Contratar Para a Construção da Sua Casa

  • Foto do escritor: Contato Project
    Contato Project
  • 24 de abr.
  • 4 min de leitura

Entenda quais projetos de engenharia são indispensáveis para a execução da sua residência e como economizar na obra com planejamento inteligente.

Introdução

Quando falamos em construir uma casa, o projeto de arquitetura costuma ser o primeiro passo — e o mais conhecido. No entanto, para que uma obra seja executada com segurança, precisão e eficiência, ele não caminha sozinho. É nesse momento que entram os projetos complementares: documentos técnicos de engenharia que detalham sistemas essenciais da edificação e que precisam estar alinhados ao projeto arquitetônico desde o início do processo.

Mas quais são esses projetos? Quando é o momento certo de contratá-los? E como eles podem, inclusive, gerar economia durante a obra? É exatamente isso que vamos abordar neste artigo.

O Que São os Projetos Complementares?

Os projetos complementares são desenvolvidos por engenheiros especializados e têm como função detalhar sistemas específicos da edificação que não estão contemplados no projeto de arquitetura. Eles partem das plantas baixas e do projeto arquitetônico como base, e cada um deles aborda uma disciplina técnica distinta.

Para a construção de uma residência, existem três projetos complementares essenciais:

  1. Projeto Elétrico

  2. Projeto Hidrossanitário

  3. Projeto de Cálculo Estrutural

A seguir, detalhamos cada um deles.

1. Projeto Elétrico

O projeto elétrico é responsável por dimensionar todo o sistema elétrico da residência: cabeamento, circuitos, tomadas, pontos de iluminação, quadro de distribuição e proteções. É a partir dele que a obra recebe orientações precisas sobre como a rede elétrica deve ser instalada com segurança e dentro das normas técnicas vigentes.

Um ponto muito importante: se você pretende contratar um projeto de interiores no futuro, informe o engenheiro elétrico com antecedência. Projetos de interiores costumam incluir um número maior de pontos de luz, tomadas e circuitos do que o mínimo previsto pelo código de obras municipal. Por isso, é fundamental que o quadro de energia seja dimensionado com capacidade de ampliação, evitando retrabalhos e custos desnecessários lá na frente.

Caso o projeto de interiores já esteja concluído no momento da contratação, entregue-o ao engenheiro. Isso permite que o dimensionamento elétrico já contemple toda a proposta de iluminação e instalações previstas para os ambientes.

💡 Dica importante: Compartilhe com o engenheiro o memorial descritivo fornecido pelo arquiteto. Esse documento contém informações valiosas sobre os materiais e sistemas previstos para a obra, e contribui diretamente para a qualidade e precisão do projeto elétrico e hidrossanitário.

2. Projeto Hidrossanitário

O projeto hidrossanitário define todo o sistema de abastecimento de água e coleta de esgoto da residência. Ele especifica diâmetros de tubulações, locação de pontos hidráulicos, caixas d'água, ralos, colunas de esgoto e demais elementos que garantem o funcionamento correto das instalações hidráulicas.

Na maioria dos casos, o projeto elétrico e o hidrossanitário são desenvolvidos pelo mesmo engenheiro, o que facilita a compatibilização entre os dois sistemas e otimiza o processo de contratação.

💡 Dica importante: Se a sua residência utilizará sistema de fossa e sumidouro, realize antes o Teste de Absorção do Solo. Esse ensaio fornece dados sobre a capacidade de infiltração do terreno e é fundamental para que o engenheiro faça o dimensionamento correto do sistema, evitando problemas futuros de funcionamento e contaminação.

3. Projeto de Cálculo Estrutural

O projeto estrutural é desenvolvido pelo engenheiro calculista e define toda a estrutura da edificação: pilares, vigas, lajes, fundações e elementos de contenção. É a partir dele que a obra ganha estabilidade e segurança.

Antes de iniciar esse projeto, existe uma recomendação técnica de grande relevância: a realização da Sondagem à Percussão do Solo, popularmente conhecida pela sigla SPT (Standard Penetration Test). Esse estudo analisa as características do solo em profundidade, fornecendo ao calculista os dados necessários para projetar as fundações de forma adequada à realidade do terreno.

Quando a sondagem não é realizada, o engenheiro é obrigado a trabalhar com o cenário mais desfavorável possível, superdimensionando as fundações como medida de segurança. Esse superdimensionamento representa, quase sempre, um custo desnecessário e evitável para o cliente.

O investimento na sondagem SPT é relativamente baixo, em média, entre R$ 1.000 e R$ 1.500 por lote, e pode representar uma economia significativa nas fundações da obra. Vale cada centavo.

Quando Contratar os Projetos Complementares?

Essa é uma dúvida muito comum entre os clientes que estão iniciando o processo construtivo. A recomendação é clara: aguarde o retorno da primeira análise do condomínio (quando aplicável) antes de contratar os projetos complementares.

Isso porque a primeira revisão feita pelo condomínio costuma indicar ajustes no projeto arquitetônico — especialmente em relação a fachadas, afastamentos ou normas internas. Realizar alterações nessa etapa é mais simples e menos oneroso do que retrabalhar projetos complementares que já estejam em desenvolvimento.

Assim que o projeto revisado for devolvido ao condomínio para a segunda análise, esse é o momento ideal para acionar os engenheiros responsáveis pelos projetos complementares. Nessa etapa, a probabilidade de novas alterações significativas já é consideravelmente menor.

Ao adiantar a contratação dos projetos complementares durante o período de aprovação no condomínio e na prefeitura, você ganha tempo e chega à fase de execução com toda a documentação técnica em mãos — o que agiliza o início da obra e evita paralisações por falta de projetos.

⚠️ Atenção: Alguns condomínios exigem a apresentação do projeto hidrossanitário como parte da documentação de aprovação. Contratar esse projeto com antecedência garante que você não seja pego de surpresa nessa etapa.

Conclusão

Os projetos complementares não são um detalhe burocrático: são peças fundamentais para que a sua casa seja construída com segurança, dentro das normas e com o menor desperdício possível de recursos. Planejá-los com antecedência, no momento certo do processo, faz toda a diferença na fluidez da obra e no controle do orçamento.

Se você está iniciando o seu processo construtivo ou já possui um projeto de arquitetura em desenvolvimento, converse com o seu arquiteto sobre os próximos passos e planeje a contratação dos projetos complementares de forma integrada.

Na Project Arquitetos, acompanhamos os nossos clientes em todas as etapas do projeto — da concepção arquitetônica até a orientação para a execução da obra. Porque uma casa bem construída começa, antes de tudo, com um projeto bem planejado.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe com alguém que esteja passando por esse momento e acompanhe nosso blog para mais artigos sobre arquitetura, projetos e construção.



 
 
 

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